Saturday, September 7, 2013

Confissão-desabafo I



                Músicas “instrumentais” sempre me ajudaram a transformar pensamentos e emoções em palavras. Acho que uma música sem letra permite que a interpretação seja mais ampla e subjetiva, adequando-se, assim, à sensação que desejamos em determinado momento.
                Para muitos dos meus textos, ouvia versões instrumentais de Richard Clayderman, Henry Mancini e James Horner. De alguma forma, elas sempre me ajudaram a expressar com menos dificuldade o que sinto. Possivelmente estou me repetindo, mas volto a dizer: traduzir sentimentos em palavras é uma arte difícil. Pelo menos pra mim.
             O problema é que entre minhas intenções e o leitor, relação que é intermediada pelas palavras do texto, o sentido se perde, ainda que não totalmente. Acredito que se as pessoas lessem o que escrevo, ouvindo o que eu ouvi no momento de elaboração, o sentimento compreendido seria próximo do original, aquele que me levou a escrever...
             Mas ainda não cheguei ao ponto de origem do meu texto. O título não foi colocado ali por acaso. Acontece que hoje, 06 de setembro de 2013, passei o dia com uma música na cabeça. Uma dessas instrumentais que mexe profundamente com qualquer ser humano sensível. Alguns vão rir, outros vão me julgar idiota... a música que me inspirou é do conhecido filme “Le fabuleux destin d’Amélie Poulain”, um dos meus prediletos.
              Descobri hoje, em conversa com a “culpada” de não conseguir tirar essa música da cabeça, Maria Eduarda, que há pessoas que acham o filme monótono e sem sentido. Uma pena. A essas pessoas faltam sensibilidade e capacidade de compreensão daquilo que não é óbvio. “Falta poesia!” – foram as duas palavras que usei para resumir metaforicamente isso tudo. Não farei comentários sobre o filme. Sobre esse especificamente não. É o tipo de obra que você deve apreciar e captar toda a magia sinestésica transmitida. Vamos ao ponto...
             No final de 2007, comecei a namorar uma pessoa muito especial. O que sentia por ela era inquestionavelmente forte e verdadeiro e cresceu com o passar do tempo. A possível certeza de que foi amor, entretanto, só me ocorreu após o doloroso fim do relacionamento um ano e dois meses depois. A essa época, éramos jovens, imaturos e inseguros. Mas uma das poucas certezas que eu tinha era do meu sentimento por ela.
                O tempo passou, deixamos de nos ver, falar um com outro... mas não a esqueci. E talvez nunca consiga. A questão é que depois dela, não mais senti algo tão forte e certo por ninguém. Será que desperdicei a minha única chance?
                A confissão é simples: sinto falta de amar. A cada dia, mais me parece que perdi essa capacidade e isso me deixa profundamente triste. A verdade é que tenho afastado todos aqueles que se aproximam, chegam perto demais. É contraditório, sinto falta daquilo que tenho medo. Medo de amar, de me envolver, de me dedicar a um sentimento que pode, no fim, me fazer sofrer (mais uma vez).
             Estou sendo dramático, eu sei.  Mas sou um deslocado no espaço-tempo, inapropriado para o padrão atual. Paciência. Sou antiquado, idealista e, em certa medida, romântico. A dinâmica de um relacionamento funciona para mim de forma diferente, que acho não convir tentar, sem expectativa alguma de sucesso, explicar aqui.
                Coincidentemente, parei de escrever esse texto para assistir “((500) Days of Summer)”. Filme bastante apropriado para esse momento, que, por motivos de óbvia identificação, entrará na lista dos preferidos. Eu e Tom (protagonista do filme) temos bastante em comum, a começar por essa “estúpida” crença no amor, que nos leva a não aproveitar tanto a vida, sei que vocês entendem o que quero dizer.
                Não irei me alongar, são 3 da manhã e estou cansado (mas continuo ouvindo a melodia de Amélie Poulain). Adianto as desculpas pelo fim meio depressivo a vir, mas tentem enxergar a beleza das metáforas. Até mais.

Aqui ficam registrados o meu grito no vácuo, o meu gesto no escuro, o pedido para que o Amor volte a colorir os meus dias gris. Sinto-me pronto para amar novamente.


 "Sans toi, les émotions d'aujourd'hui ne seraient que la peau morte des émotions d'autrefois"

Saturday, July 6, 2013

Noite de insônia


               Em uma dessas noites chuvosas, em que a insônia se alia às lembranças evitadas, comecei a pensar na vida com o objetivo de manter longe determinadas memórias. Por alguma razão ainda desconhecida, fiz-me a simples pergunta “quem sou eu?”, e imaginem o espanto ao perceber que eu não tinha a resposta.
               Quem sou eu? Tentei encontrar algo que desse um fim de forma satisfatória ao questionamento, mas os longos minutos de esforço “psicológico-filosófico” foram vãos. Então resolvi mudar a perspectiva – esse é um truque que faço há algum tempo – sempre que não consigo responder uma pergunta ou resolver um problema, dou-lhe uma nova interpretação.
             Passei então a considerar a seguinte questão: “quem sou eu para um determinado alguém?”. Juntando as respostas e isolando os elementos comuns, teria a minha resposta! Claro, “determinado alguém” teriam de ser pessoas que me conhecessem bem e tivessem uma ideia concreta de quem sou.
               Obviamente, não tive coragem de sair por aí perguntado aos meus amigos e parentes quem eles achavam que eu fosse – parece coisa de louco! Fiz diferente: tentei me colocar no lugar deles e imaginar quais seriam as suas respostas – admito ser este um recurso bem infantil, mas, no fim, acabou sendo divertido e até interessante.
               Entretanto, um pequeno (bem pequeno e seleto) grupo de pessoas me trouxe um novo desafio: “quem sou eu para as minhas ex-namoradas?”. Elas não somente me conheceram muito bem, como tiveram mais intimidade (não necessariamente sexual) do que todas as outras pessoas que eu conheço. E mais: após o fim do namoro, elas, certamente, passaram a me enxergar de outra forma. Talvez de forma não tão positiva quanto no início. Talvez. Não, decerto. Definitivamente.
               Bem, a questão é que abandonei a busca (interminável) por saber quem eu sou e passei a me perguntar “no que me transformei para elas?”. Mas essa, infelizmente, é uma pergunta que restará suspensa.
              Ainda nessa noite, a essa altura, já madrugada, resolvi me deixar vencer pelas lembranças que vinha evitando. Acendi a luz do quarto, caminhei até o guarda-roupas e abri a porta da parte superior. Hesitei e segurei a respiração. Expirei em seguida, com força incomum para o simples ato de respirar. Tirei as coisas que estavam na frente e, do fundo, puxei uma caixa bonita, dessas de presente que se compra em papelarias para darmos a pessoas queridas. Dentro dela há provas materiais do que, um dia, foi felicidade.
            Voltei a sentar na cama, com a caixa sobre o colo. Suspirei e abri. Fotografias, cartas, bilhetes, um anel, conversas de folhas rasgadas de caderno e um pequenino vidro de perfume. Esse último item é o que (carinhosamente) chamo de “doce aroma da tortura”. Olhei as fotos, li um ou outro bilhete e coloquei tudo de volta na caixa.
              Peguei o frasco e fiquei olhando. Apaguei novamente a luz do quarto, acomodei-me na cama e comecei a desrosquear a tampa arredondada. Depois de abrir, mesmo sem nada enxergar, fechei os olhos, levei o vidrinho até o nariz e inalei o perfume. O olfato me revelou lembranças felizes. Muitas. Uma enxurrada delas.
               Espontaneamente, uma lágrima escorreu até a minha boca e eu pude sentir, ainda entorpecido das boas memórias, o seu leve gosto salgado e despertei daquele “sonho-passado”. Uma overdose de doces memórias me trouxe a necessidade da salgada realidade. Fechei novamente o frasquinho e coloquei-o junto aos outros objetos. A caixa, guardei e não mais mexi.
               “Lembranças serão sempre lembranças até que o tempo se encarregue de torná-las olvidáveis (ou não). A luta contra boas memórias é vã. Alimentar-se delas também, afinal, não são nada além de uma realidade que existiu e acabou.” (Esse último trecho foi roubado de mim mesmo em conversa com uma grandessíssima amiga).
 


Sunday, April 28, 2013

Sobre o Amor I


                Certa vez fui questionado por uma amiga qual ideia eu tinha do Amor. A resposta, que não podia ser mais óbvia, nem menos precisa veio quase que imediatamente: “a melhor possível”. Rimos, conversamos sobre qualquer trivialidade, mas aquele questionamento ficou me atormentando por mais algum tempo, depois de terminado o nosso encontro.
                Na verdade, nunca havia parado para pensar qual era a ideia que eu tinha do Amor, embora soubesse que eu certamente passaria vergonha se tivesse de explica-la a quem quer que fosse. Não sei se deveria, mas me vejo como um romântico quase utópico e, em certa medida, antiquado. É claro que não espero encontrar uma princesa que enxergue em mim o seu príncipe encantado, mas a ideia que tenho do Amor envolve um quê desses encantos infantis.
              Comecemos pela análise do filme ao qual mais assisti até hoje. Quem me conhece bem sabe que esse filme já foi visto por mim pelo menos 30 vezes, que conheço várias falas, algumas falhas técnicas, choro sempre e não consigo enjoar de assisti-lo. Aos que já estão curiosos, acrescento que um dos principais fatos retratados foi verídico e aconteceu na noite de 14 de abril de 1912. Não precisa pesquisar, na madrugada do dia 15 de abril desse mesmo ano, o RMS Titanic naufragava.
                O que me encanta nesse filme? Primeiro, a ideia de amor à primeira vista (que já confirmei ser possível). Segundo, porque ele mostra claramente que o amor, quando sincero, não é regido pelo dinheiro. Terceiro, porque nos coloca em xeque, fazendo-nos questionar se seríamos capazes de fazer tudo o que Jack e Rose fazem um pelo outro. E eu poderia ficar aqui elencado um sem número de razões pelas quais sou apaixonado por esse filme, mas vou optar por apresentar a maior delas: a cena final do filme.
                A última cena do Titanic é em tudo metafórica. E é mais ou menos por aí que começo a delinear a minha ideia sobre o Amor. Com a morte de Rose, os seus porta-retratos são mostrados e um deles chama atenção: ela montada em um cavalo. Aos mais atentos, em certa altura do filme, Rose promete a Jack que montaria um cavalo com uma perna de cada lado. O retrato é a confirmação da promessa cumprida por amor. Essa é a primeira metáfora (quase implícita) da cena final e, a partir dela, pode-se inferir que o Amor é honesto, leal e indelével. As segunda e terceira metáforas aparecem quando a Rose jovem volta ao Titanic depois da morte. Todos no hall principal estão exatamente com a mesma aparência do momento em que estavam a bordo do navio e aguardam a chegada da “última passageira”. Jack, olhando o relógio, sugere que a todo tempo contava os segundos para rever a amada. Daqui, tem-se a ideia de que o Amor é paciente, forte e atemporal. A outra metáfora vem também quase implícita: sendo o “céu”, o melhor lugar depois da morte, o filme nos mostra que o paraíso é qualquer lugar onde o Amor está e, portanto, o Amor é transcendental, metafísico e onipresente.
                O filme se encerra magistralmente com um lindo beijo, aplaudido por todos, deixando que os créditos contemplem as lágrimas de quem assistia ao filme. Assim, o Amor retratado em Titanic e visto sob a essa perspectiva é o mais próximo que posso chegar da ideia de Amor ideal.
                O amor é, para mim, algo tão grandioso que não cabe em um só ser, há a necessidade de compartilhá-lo, dividi-lo com alguém. Amamos não porque nos sentimos incompletos, mas, ao contrário, porque nos sentimos repletos demais a ponto de querermos doar um pouco de nós a quem está disposto a doar-nos um pouco de si. E, assim, o Amor é também equilíbrio e cooperação.
                Talvez seja um contrassenso, mas eu acredito que o Amor não é perfeito, no entanto, foi através dele que escolhemos buscar a perfeição. Não é perfeito porque é subjetivo: cada um tem o seu modo próprio de amar e expressar o que sente. E é isso que faz cada um tão especial.
                O Amor vai além do superficial, do material e do físico. Ele busca no interior de outrem a essência, o conteúdo e a partir daí se realiza, buscando mostrar não que uma pessoa precisa de outra, mas que uma tem o amor da outra e isso é tudo de que se precisa...

Sunday, March 10, 2013

Reflexões carnavalescas



                É carnaval. A alegria pelas ruas de minha cidade pode ser facilmente captada e absorvida. Particularmente, adoro o carnaval. Não por mim, pois não sou dos mais entusiastas para sair por aí pulando e cantando em meio à multidão. Mas a alegria dos outros é algo que me deixa estranhamente feliz.
                O Recife ainda possui um dos carnavais mais democráticos e acessíveis do planeta. E, a meu ver, um dos mais ricos em termos culturais. Pois bem, enganou-se o precipitado leitor que imaginou ser este um texto sobre o carnaval recifense (ou de qualquer outro lugar). Essa introdução foi apenas para situar a razão de ser do meu texto.
                O carnaval perdeu o seu sentido religioso, assim como quase todos os outros feriados da mesma origem cristã. Para muitos, é sinônimo de festa com muita bebida e sexo casual e, portanto, imensa alegria. Imagine você: as pessoas trabalham o ano todo, algumas raramente têm férias, e quando fevereiro chega é pura felicidade!  Parece mesmo quase impossível de discordar, mas uma tela de Hopper (especificamente “Hotel Window”) me trouxe três personagens para reconsiderar essa ideia.
                A primeira personagem é uma pessoa deficiente, capaz de se locomover apenas por meio de uma cadeira de rodas. Entre amigos e parentes, ouve as histórias mais fantásticas sobre as lotadas ladeiras de Olinda no carnaval. Os noticiários enfatizam os verbos “pular”, “dançar”, “subir”, “descer”... Como deve ser difícil para ela ter que aceitar isso. Então, caro leitor, veio a minha primeira lágrima.
                A segunda imagem é advinda de uma lembrança que me partiu o coração. Em dezembro de 2010, meu último ano como aluno no Colégio Militar do Recife, eu e alguns amigos da escola fomos ao IMIP (Instituto Materno Infantil de Pernambuco), distribuir brinquedos (e afeto) às crianças que lá estavam internadas. Era maravilhoso ver aqueles rostinhos alegres ao receberem um presente singelo como um carrinho de plástico ou uma boneca de marca sem grande visibilidade no mercado. Foi algo mágico saber que o que aquelas crianças queriam era apenas um brinquedo, independente de sua marca e preço.
                À medida que distribuíamos os presentes aos meninos e meninas de um andar, subíamos para o próximo. Em um deles, encontramos outro grupo que também estava a entregar brinquedos e alegrar os pacientes que lá estavam, e aquilo me deixou muito feliz. Seguimos até o outro setor cuja placa informava: oncologia. Lá, o procedimento era diferente, somente alguns podiam entrar e, antes disso, eram necessárias a higienização e a utilização de vestes adequadas. Segurei as lágrimas quando uma das enfermeiras disse que a maioria dos pacientes estava dormindo, sedada, para suportar todo o sofrimento ao qual é submetida uma pessoa em tratamento de câncer. Deixamos alguns brinquedos para serem dados quando acordassem e subimos.
                A caminho do último andar, nas escadas, eu ia enxugando as lágrimas, que logo tratariam de voltar. Aquele era o andar das crianças que precisavam fazer hemodiálise regularmente. Uma das enfermeiras veio logo agradecendo porque quase ninguém ia lá e, quando ia, entregava só as “sobras” dos brinquedos, aqueles que não foram escolhidos pelas outras crianças dos andares antecedentes – aquilo já fez com que eu voltasse a querer chorar. Entregamos os presentes, e os poucos que restaram foram deixados com as enfermeiras.
                Pois é, a segunda imagem foi justamente a daquelas crianças internadas, submetidas àqueles agressivos tratamentos, na luta pela vida. Estendida aos adultos, um sem-número de pessoas ocupando quartos de hospitais (quartos, muitas vezes, lotados e inadequados), que não poderiam brincar o carnaval. – Aqui, as minhas “segundas” lágrimas vieram.
                A terceira e última personagem simboliza os recicladores, chamados comumente de catadores. Um grupo oprimido, muito presente em nosso cotidiano. Ao longo do ano, essas pessoas que tiram o sustento do que, para nós, é lixo, são sumariamente ignoradas. O que você, astuto leitor, acha que ocorre no carnaval, momento em que eles estão mais presentes? Se merecedor do adjetivo que lhe atribuí, deverá ter respondido, no mínimo, “a mesma coisa, são ignorados”.
                Enquanto a maioria de nós, pessoas com condições de brincar o carnaval, comemora o período festivo, bebendo, pulando, dançando e cantando, aquelas “pessoas invisíveis” estão lá, em meio à multidão, tentando pegar as latinhas de alumínio jogadas pelo chão para vender e receber uma mixaria para poderem “subviver” [neologismo]. Matando a sede com os restos das bebidas, “silenciando” a fome, suprimindo o desejo de estarem, como os outros, aproveitando o carnaval, descontraídos, divertindo-se, namorando... Mas a realidade dessas pessoas não as permite isso.
                Tim Maia, em uma de suas canções, diz: “na vida a gente tem que entender que um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri”. Apesar de se aplicar perfeitamente ao que acabei de retratar logo acima, acho desnecessário dizer que eu discordo da ideia de aceitar (ou simplesmente entender) essa realidade. Não, Tim, devemos é muda-la!
                Antes de encerrar o meu texto, considero relevante relembrar que não reprovo quem brinca o carnaval. Mas não posso deixar de dizer que o fato de “uns rirem, enquanto outros sofrem” não é, pra mim, algo “justo por contrapeso”. Porque, se para que uns possam rir, outros tenham que chorar, prefiro que o mundo seja desequilibrado e, dessa forma, todos possam rir e chorar pelos mesmos motivos.



Saturday, January 26, 2013

Procura-se a mulher perfeita


Uma mulher bonita, elegante, cheirosa,
De bumbum arredondado, seios fartos e gostosa.
É necessário ser inteligente e poliglota,
Não se está atrás de uma completa idiota!

Deve falar bem e escrever com maestria,
Ter um sorriso bonito que passe sempre alegria.
De preferência, uma mente criativa,
Em nada acomodada e sempre proativa!

Se souber cozinhar, melhor ainda,
Se depender de mim, dia e noite tem berlinda¹.
Dinheiro não é fator importante,
Mas se for rica, ajudará bastante.

Deve ser equilibrada e bem organizada,
Falar pouco e não reclamar de nada.
Cantar bem e, ao menos, piano tocar,
Deve ser discreta e nunca fofocar.

Aqui, descreveu-se a mulher imperfeita!
Para que seja ideal, segue então a simples receita:
Procura-se uma mulher carinhosa,
Não necessariamente formosa,

Que seja companheira e paciente,
Gentil, caridosa e sorridente...
No fundo, não precisa nada disso apresentar,
Basta uma mulher que me queira muito amar.

                                                                                        ¹ Uma espécie de pão, recheado com goiabada.