Monday, November 19, 2012

Indicação de filme: O menino do pijama listrado



     Não era um objetivo inicial do blog, mas, devido à minha paixão por filmes, vez ou outra, postarei indicações por aqui. Claro, as minhas sugestões serão baseadas quase que exclusivamente em critérios subjetivos, afinal, não sou um cinéfilo de conhecimento profundo da sétima arte.
     Posso não entender dos aspectos técnicos de fotografia, efeitos especiais... mas a estética é algo sobre o qual todos podemos opinar. E, modéstia à parte, tenho essa habilidade de captar o sentimento, a poesia do filme, a sua mágica semântica intersubjetiva.
     Baseado nisso, o primeiro filme que venho recomendar é um contemporâneo baseado no romance homônimo: “O menino do pijama listrado” (em inglês: The boy in the striped pajamas). O tema não é inovador, não é o primeiro e, espero, nem o último a tratar do holocausto. A maneira como é abordado, entretanto, é que dá um toque especial e, de certo modo, afetivo ao enredo.
     Bruno (por coincidência, o nome do protagonista) é filho de um militar alemão de alta patente, diretamente envolvido com o nazismo e seus horrores. Apesar da profissão do pai, o garoto é uma criança doce, inocente e totalmente alheia às atrocidades do regime. [Comentário à parte: o jovem ator Asa Butterfield interpreta com excelência o personagem Bruno. É perceptível a naturalidade com a qual atua e a sua expressividade facial tão bem explorada no filme. Com todo esse talento, terá, sem dúvida, uma promissora carreira].
     A relação (se é que se pode chamar de relação) entre os alemães e os judeus sob a perspectiva inocente de duas crianças é o grande trunfo da obra. Bruno e Shmuel (Jack Scanlon), o garoto judeu que vive em um “campo de trabalho”, constroem juntos uma amizade belíssima que simboliza muito mais do que a simples ausência de preconceitos.
     O filme é tocante; sei que não será surpresa se eu confessar que chorei quando o assisti. O final é simplesmente magnífico, o clímax do filme. E a melodia dos créditos parece ter sido intencionalmente escolhida para um momento de reflexão entre lágrimas.
     Se preferir, leia o livro de John Boyne, mas não deixe de conferir esse trabalho!


 Para assisti-lo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=HXne8WN2VDs

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