Não era um objetivo inicial do
blog, mas, devido à minha paixão por filmes, vez ou outra, postarei indicações
por aqui. Claro, as minhas sugestões serão baseadas quase que exclusivamente em
critérios subjetivos, afinal, não sou um cinéfilo de conhecimento profundo da
sétima arte.
Posso não entender dos aspectos
técnicos de fotografia, efeitos especiais... mas a estética é algo sobre o qual
todos podemos opinar. E, modéstia à parte, tenho essa habilidade de captar o
sentimento, a poesia do filme, a sua mágica semântica intersubjetiva.
Baseado nisso, o primeiro filme
que venho recomendar é um contemporâneo baseado no romance homônimo: “O menino do pijama listrado” (em
inglês: The boy in the striped pajamas). O tema não é inovador, não é o
primeiro e, espero, nem o último a
tratar do holocausto. A maneira como é abordado, entretanto, é que dá um toque
especial e, de certo modo, afetivo ao enredo.
Bruno (por coincidência, o nome
do protagonista) é filho de um militar alemão de alta patente, diretamente
envolvido com o nazismo e seus horrores. Apesar da profissão do pai, o garoto é
uma criança doce, inocente e totalmente alheia às atrocidades do regime. [Comentário
à parte: o jovem ator Asa Butterfield interpreta com excelência o personagem
Bruno. É perceptível a naturalidade com a qual atua e a sua expressividade
facial tão bem explorada no filme. Com todo esse talento, terá, sem dúvida, uma
promissora carreira].
A relação (se é que se pode
chamar de relação) entre os alemães e os judeus sob a perspectiva inocente de
duas crianças é o grande trunfo da obra. Bruno e Shmuel (Jack Scanlon), o
garoto judeu que vive em um “campo de trabalho”, constroem juntos uma amizade
belíssima que simboliza muito mais do que a simples ausência de preconceitos.
O filme é tocante; sei que não
será surpresa se eu confessar que chorei quando o assisti. O final é simplesmente
magnífico, o clímax do filme. E a melodia dos créditos parece ter sido
intencionalmente escolhida para um momento de reflexão entre lágrimas.
Se preferir, leia o livro de John
Boyne, mas não deixe de conferir esse trabalho!
Para assisti-lo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=HXne8WN2VDs


