Sunday, November 3, 2013

É tarde



            É tarde! Mas quero pedir desculpas por mim, pelas besteiras que fiz, pelos momentos especiais que estraguei. Desculpas pela minha incapacidade de expressar aquilo que é/foi muito maior que eu: o amor que senti por você. Acho que era grande demais para ser expressado em palavras (e, muito mais complicado, em ações).
             É tarde, eu sei. Mas eu tinha que tirar isso do peito para seguir adiante. Estar preso a você durante estes últimos anos fez com que eu refletisse muito sobre tudo. Em especial, sobre o amor que senti por você e o que tenho por mim. Constatei que aquele sempre fora maior que este.
             É tarde, eu sei. É tarde para nós. Mas, como todo fim é sempre um novo começo, é cedo! É cedo para você. E para mim. É cedo para recomeçarmos, reconstruirmos e traçarmos os nossos próprios caminhos.
                Acho que é aqui que a vida nos separa, mais uma vez, (definitivamente... talvez não). Mas esse, prometo, será o meu último adeus. Daqui, o destino assume.
                É tarde! Mas é também “tempo de pêssegos”.